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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Yamaha YZF-R1

A YZF-R1 é uma motocicleta superesportiva fabricada pela Yamaha a partir do ano de 1998.

Equipada com um motor e chassis desenvolvidos com base na competição Superbike, o farol em forma de olhos de gato é característica do modelo.

Versões

A atual versão da R1 de 2007 possui potência de 190 Cv/Hp, é pouca coisa mais leve que a versão de 1998 pesando 176.9 kg. A quinta geração da R1, de 2007, inaugurou novo motor com quatro válvulas por cilindro e trouxe inovações da Yamaha M1 de Valentino Rossi, como duto de ar variável, acelerador eletrônico e embreagem antibloqueio.

O modelo é um dos principais da categoria das superesportivas. Totalmente nova, foi projetada com auxílio do piloto Valentino Rossi, da categoria MotoGP. A começar do motor, um dos itens mais importantes neste segmento.

Dessa forma, o propulsor manteve o mesmo diâmetro e curso (77 x 53,6mm) da versão anterior, mas todo o resto foi melhorado. Além do cabeçote de quatro válvulas e um novo desenho da câmara de combustão, a novidade fica por conta do duto de admissão variável, chamado de YCC-I (Yamaha Chip Controlled Intake), solução já utilizada em carros esportivos e que chegava pela primeira vez a uma moto de série.

O YCC-I varia o comprimento do duto de admissão, feito em resina plástica, de acordo com a rotação do motor. Na nova R1 seu comprimento pode variar entre 65 mm e 140 mm. Como resultado, a moto tem o motor sempre cheio, oferecendo o melhor em desempenho. Um outro é o sistema de aceleração eletrônica ride-by-wire, chamado nesta quinta geração da R1 de YCC-T (Acelerador Yamaha Controlado por Chip), que garante maior precisão nas acelerações.

O resultado de todo esse aparato pode ser visto nos 5 cv a mais na potência. Agora, o motor de quatro cilindros em linha da R1 2007 oferece 180 cv a 12.500 rpm, isso sem contar a indução direta de ar (Ram Air) que funciona apenas em altas velocidades e faz com que o propulsor chegue a 189 cv.

Ciclística

O novo quadro Deltabox também foi inspirado na moto de corrida do piloto italiano Rossi, e recebeu melhorias para "suportar" o motor mais potente. Teve a rigidez reforçada, garantindo melhor maneabilidade, mais precisão nas curvas e estabilidade em altas velocidades.

A balança traseira, construída de forma assimétrica, é 30% mais rígida que na versão anterior, e promete manter a roda no chão nas saídas de curva. O sistema de suspensão também foi redesenhado com um novo amortecedor na traseira, totalmente ajustável. Na dianteira, o garfo upside-down de 43 mm de diâmetro ganhou novos ajustes e está mais firme. Os freios também são novos nessa quinta geração. Na dianteira, as rodas chegaram com dois discos de 310 mm de diâmetro (10 mm menor que a versão 2006) mas com pinças radiais mais potentes, de seis pistões.

Curiosidades

Em 2006 a Yamaha em homenagem a cidade de São Paulo decidiu lançar a YZF R1 SP, apenas 1000 unidades foram comercializadas. O equipamento contava com rodas, freios e embreagem especial.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Yamaha RD 350

A Yamaha RD 350 (acrônimo de Race Developed (desenvolvida para disputas), também conhecida no Brasil pela alcunha Viúva Negra) é uma série de motocicletas que foi produzida entre 1973 e 1994. No Brasil, sua produção começou em 1986 com o modelo RD350LC YPVS.

Início

Em 1967 a Yamaha lançou a RD, uma 350, 2 cilindros, 2 tempos.Em 1968 é lançada a R2 350 com motor, chassi e componentes totalmente diferentes, seu motor também 2 cilindros, 2 tempos, passou a ser Twin (os pistões movimentam-se em conjunto). Em 1969 foram fabricadas as R3, com visual similar a R2, apenas com o velocímetro e tacômetro independentes (antes era um mostrador único aclopado na cuba do farol). Assim como a R2, tiveram também a opção dos canos de escapamento Scrambler (tipo trail) e versão Grand Prix. Em 1970 vieram as R5, visual totalmente remodelado e mecância derivada das TR3 350 de competição, imediatamente obtiveram sucesso em todo mundo. Posteriormente foram lançadas as R5 350 B (1971) e R5 350 C (1972), os modelos R5 diferenciavam-se entre si apenas pelas cores:

  • 1970 R5(A) - Metallic Purple/white
  • 1971 R5B - Mandarin Orange/white
  • 1972 R5C - Mandarin Orange/black

Não foram fabricados modelos R4 por motivo de o número 4 no Japão significar o número da morte e outras negatividades.

RD 350

A RD 350 (Race Developed) foi lançada em 1973 nas cores "candy red" e "Racing Green". A RD 350 inaugurou o uso do Torque Induction, a palheta de torque, um mecanismo que veda o retorno da mistura ar/combustível/óleo 2 tempos para o carburador, proporcionando melhor torque em baixas rotações e economia de combustível, um ponto crítico do Motor 2 Tempos. Também foram introduzidos os freios a disco dianteiro com pastilhas de dupla ação (dois cilindros), caixa de mudanças passou a ter com 6 marchas, o bloco do motor obteve novas tampas laterais com formato oval, Os mostradores (velocímetro e tacômetro) foram fixados em um painel onde também tinham as luzes de monitoramento dos piscas (Flash) independentes para cada direção, neutro e farol alto.

A extrema potencia do motor exigia muita atenção e habilidade na pilotagem, pois era praticamente uma motocileta de competição trafegando na rua. Foi assim que a moto ganhou o apelido de "Viúva Negra". A RD 350 vinha com um assessório fixado por baixo da mesa inferior, que funcionava como amortecedor de direção, estranhamente muitas Rd's eram vendidas sem este componente.

RD 350 A,B e C

RD 350 A lançada em 1974, RD 350 B fabricada de 1975 à 1976 e RD 350 C "slim tank" (tanque de combustível mais estreito)lançada em 1977 no mercado do Estados Unidos. A diferença entre elas foram apenas nas cores e grafismos.

A RD 350 B esteve de volta na India em 1983, sob nome de Rajdoot 350, foram fabricadas em 2 modelos, High Torque e Low Torque, este último com 27 HP. Apesar de terem sido símbolos Cult e de status, foram descontinuadas em 1989, o perfil dos condutores e as condições das ruas não estavam preparados para uma motocicleta desse calibre.


RD 400

Lançada em 1976, foi uma versão com maior cilindrada (389cc), mas mecânica muito semelhante às RD 350. O pistão da RD 400 possui maior curso de pistão, 62mm contra 54mm da RD 350. Este modelo introduziu o freio a disco traseiro e rodas de liga leve. Tiveram as versões C, D e E. Em 1978 foi lançada a RD 400 F Daytona, incluída a ignição eletrônica, novos freios, chassis e visual remodelados. A RD 400 não foi comercializada no Brasil devido à proibição das importações em 1976.

RD 350 LC

Em 1980 a Yamaha volta às 350cc, derivada das TZ 350 de competição, é lançada a RD 350 LC (Liquid Cooled), refrigeração líquida, CDI (Ignição eletrônica) e freio à disco nas duas rodas, sendo duplo na diateira. Em 1983 recebe o sistema YPVS (Yamaha Power Valve System), Trata-se de uma válvula que abre e fecha a janela de escapamento do motor através de um motor elétrico controlado por um sistema eletrônico. Quando o motor está funcionando a menos de 5 mil RPM, a válvula se fecha e restringe a saída dos gases de escapamento, fazendo o motor produzir mais torque em baixas rotações e tornando a pilotagem mais dócil. Quando a moto ultrapassa os 5 mil RPM, a válvula se abre GRADUALMENTE, ou seja, faz com que na "subida de giro" a válvula se abre moderadamente, até que toda a potência do motor é liberada. Em 1986 a fábrica da Yamaha concentra a fabricação da RD 350 LC em Manaus e o modelo vem de fábrica com carenagem parcial ( apenas carenagem no farol seguida de semi-carenagens ) com opcional de carenagem integral. Em 1987/88, A RD 350 é fabricada apenas com carenagem integral, em 1991 recebe estilização, abandonando o farol quadrado para adotar dois faróis redondos e novo modelo de carenagem frontal. Em 1994 encerra-se a produção já denominada RD 350 R.

Na sua última versão ela teve as seguintes características técnicas: Motor de 2 cilindros em linha, 2 tempos, diâmetro e curso do pistão 64 x 54 mm, refrigerado a água, 347cc, taxa de compressão de 5:1, válvula eletrônica YPVS, partida a pedal, potência máxima de 55 cv a 9.000 rpm, torque máximo de 4,74 m.kgf a 8.500 rpm, alimentado por dois carburadores Mikuni VM 26 mm. Câmbio de 6 velocidades, transmissão por corrente, freio a duplo disco dianteiro de 267 mm Ø e traseiro a disco de 267 mm Ø. O Quadro é tubular, berço duplo, em aço. Suspensão dianteira telescópica hidropeneumatica e traseira monoamortecida. Pneu dianteiro, 90/90 aro 18 e traseiro 110/80 aro 18. Comprimento de 2,12 m, largura de 690 mm, distância entreeixos de 1,385 m, altura do banco de 780 mm, capacidade do tanque de 18 litros, peso líquido 167 kg. A velocidade máxima chega a cerca de 200 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 5 (cinco) segundos, conforme inúmeros testes realizados na época. Consumo? Depende da forma de condução da motocicleta, podendo variar de um mínimo de 8 km/l até um máximo de 16 km/l.